A indústria da construção é um ramo de atividade que está entre os cinco maiores empregadores do Brasil. Também está entre os quatro com maiores números de acidentes e entre os três em acidentes fatais.
Para especialistas, o grande desafio dos gestores de obras é implementar uma eficaz gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), de forma a evitar os acidentes e as doenças ocupacionais durante todo seu ciclo de vida (projeto, construção e manutenção).
Ressaltam ainda, que uma das melhores maneiras de prevenção é minimizar riscos na fase de projeto. Um exemplo é o PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção), considerado uma excelente ferramenta para aplicação dos projetos, como a implantação dos melhores EPCs para os respectivos riscos de cada atividade executada na obra.
O Brasil é signatário da Convenção 167 (Segurança e Saúde na Construção) da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que determina que as pessoas envolvidas no projeto e planejamento de uma construção devem levar em conta a SST. Infelizmente, ao contrário de muitos países europeus, o Brasil não possui em sua legislação a obrigatoriedade de ter um profissional habilitado responsável pela SST na fase de projeto e outro na fase de construção que pode, em alguns casos, ser o mesmo profissional.
No entanto, na maioria dos casos, percebe-se falta de conhecimento técnico em relação ao dimensionamento e aplicação dos EPCs no país. E se faz necessário, a formação de calculistas para suprir esse mercado, pois os existentes são em número muito pequeno e são raras as especializações nas áreas de projetos de EPCs.
Além da carência de profissionais com conhecimento específico para a implementação de EPCs, existem, ainda, construtoras que querem economizar inclusive no projeto da obra, e como consequência ocorrem as intercorrências. Assim, o problema não está só na área de segurança, mas também na área executiva.
Como soluções de engenharia, especialistas concordam que os EPCs devem ter projeto e precisam atender aos requisitos de aplicabilidade, instalação e resistência requerida para se tornarem efetivos.
Acompanhe na tabela abaixo, passo a passo para a implementação de EPCs na indústria da construção:

Ref.: Revista Proteção, Saúde e Segurança do Trabalho (Digital): Proteção coletiva na construção – Prevenção prioritária. Por Martina Wartchow. Editora Proteção Publicações. Ed. 333, p. 40-47, Setembro/2019.