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Uma pandemia mundial, que demorou pra chegar no Brasil, mas que têm crescido exponencialmente nas últimas semanas. Na área de SST, a OSHA dividiu profissionais em quatro grupos, conforme graus de risco à exposição.

Com sinais semelhantes aos de um resfriado, os principais sintomas da doença são febre, tosse e dificuldade para respirar e a disseminação acontece de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias ou contato. Uma das principais recomendações do Ministério da Saúde é o isolamento, justamente para evitar novos contágios. Maior cuidado com a higiene das mãos, limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência e evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas são outras das orientações, assim como evitar aglomerações.

Com o novo coronavírus ainda sendo estudado, um dos elementos chaves mais importantes para preveni-lo nos ambientes laborais é a informação. Colaborando no entendimento de como o Covid-19 afeta na Segurança e Saúde do Trabalho (SST), a OSHA (Occupational Safety and Health Administration) elaborou grupos de classificação de graus de risco à exposição considerando as funções desempenhadas pelos trabalhadores.

  1. Risco muito alto: estão os profissionais com alto potencial de contato com casos confirmados ou suspeitos de coronavírus durante procedimentos médicos, laboratoriais ou post-mortem, tais como: médicos, enfermeiras, dentistas, paramédicos, técnicos de enfermagem, profissionais que realizam exames ou coletam amostras e aqueles que realizam autópsias. 
  2. Risco alto: são os de outras áreas que entram em contato com casos confirmados ou suspeitos de Covid-19, como: fornecedores de insumos de saúde, e profissionais de apoio que entrem nos quartos ou ambientes onde estejam ou estiveram pacientes confirmados ou suspeitos, profissionais que realizam o transporte de pacientes, como ambulâncias, e os que trabalham no preparo dos corpos para cremação ou enterro.
  3. Risco médio: trabalhadores que demandam contato próximo (menos de dois metros) com pessoas que podem estar infectadas com o novo coronavírus, mas que não são considerados casos suspeitos ou confirmados. Junto com eles, também integram este mesmo grupo, os colaboradores que têm contato com viajantes que podem ter retornado de regiões de transmissão da doença; e que têm contato com o público em geral (escolas, ambientes de grande concentração de pessoas, grandes lojas de comércio varejista).
  4. Risco baixo: estão os profissionais que não requerem contato com casos suspeitos, reconhecidos ou que poderiam vir a contrair o vírus, que não têm contato (a menos de dois metros) com o público; profissionais em contato mínimo com o público em geral e outros trabalhadores.

Cientes do cenário mundial e preocupadas com a segurança e saúde dos trabalhadores, diversas entidades e empresas têm se posicionado e adotado medidas de prevenção junto aos ambientes laborais. A Associação Nacional de Medicina do Trabalho divulgou a Recomendação Anamt nº 1/2020 no dia 16 de março, trazendo orientações aos médicos do Trabalho, que fazem parte do principal grupo de risco, conforme classificação da OSHA.

É muito importante que os profissionais de SST observem sinais de coriza, tosse, febre, mal-estar e falta de ar nos trabalhadores e que os médicos do Trabalho sigam rigorosamente as medidas de segurança, como o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. É essencial a atuação dos profissionais para garantir a segurança e saúde para os trabalhadores. 

Desta forma, seguem algumas orientações recomendadas pela Associação:

  • Que o médico do Trabalho não se abstenha de realizar o atendimento clínico de triagem dos trabalhadores que, durante o serviço, apresentem sintomas gripais, aplicando-lhes a semiologia clínica para diagnóstico de possíveis complicações respiratórias, devendo fornecer as orientações aplicáveis a cada caso;
  • Que o médico preste a esses trabalhadores a assistência necessária em nível de atenção primária, procedendo a prescrição indicada para os casos simples com sintomas de gripe, evitando, assim, sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde já saturado;
  • Estabelecer em conjunto com os gestores, orientação aos trabalhadores com sintomas de gripe para que permaneçam em casa e se comuniquem com o serviço médico por telefone, para as devidas orientações;
  • Evitar aglomeração de trabalhadores em sala de espera do serviço de saúde/SESMT;
  • Solicitar formalmente ao responsável técnico do estabelecimento de saúde ou à diretoria da empresa providências imediatas quanto à estruturação do serviço para atendimento aos trabalhadores com sintomas gripais: aquisição de material descartável e Equipamentos de Proteção Individual, conforme lista preconizada pela OMS, de acordo com o tipo de atendimento a ser prestado;
  • Suspender suas atividades no caso de inexistir condições adequadas de segurança ao atendimento dos trabalhadores com sintomas gripais;
  • Que o médico do Trabalho deve afastar o trabalhador que apresentar sintomas de Covid-19 até completar os procedimentos diagnósticos, além de recomendar o tempo adequado de afastamento, enquanto estiver contaminante;
  • Que o médico do Trabalho elabore as recomendações de prevenção e segurança e reporte formalmente à direção da empresa as medidas preconizadas: disponibilizando locais para lavagem das mãos; disponibilizar álcool gel nos setores; jornadas reduzidas; férias coletivas quando possível; home office quando aplicável; etc.
  • Que o médico do Trabalho busque atualizar-se continuamente sobre as recomendações das autoridades sanitárias e publicações científicas acerca do Covid-19 para nortear suas condutas e decisões. É primordial que a forma de contágio, implicações e medidas preventivas do Covid-19 sejam descritos aos trabalhadores com linguagem objetiva e clara. Às funções que não possibilitam o trabalho remoto, os funcionários devem seguir rigidamente a orientação de manter afastamento físico de dois metros. 

Além destas práticas, a Anamt, juntamente com outras possibilidades médicas, está trabalhando em um documento que integra as diferentes recomendações traçadas pelas diferentes entidades, por orientação da Associação Médica Brasileira. (A nota na íntegra da Anamt pode ser acessada em http://bit.ly/3a0PqBP).

Outra preocupação, alertada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é para a possibilidade da falta de EPIs. Confira o que eles falaram:

tebela artigo revista proteção

Ref.: Revista Proteção, Saúde e Segurança do Trabalho (Digital): Por dentro – Covid-19: ameaça real. Editora Proteção Publicações. Ed. 340, p. 26-28, Abril/2020.