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Um projeto ergonômico bem elaborado para postos de trabalho, de processos ou mesmo de equipamentos pode evitar doenças e acidentes ocupacionais, contribuindo para a produtividade da empresa.

Já são 50 anos desde a oficialização da Ergonomia no país, palavra que tem sua origem no grego ergon (trabalho) e nomos (regras), mas na avaliação de prevencionistas, ainda precisa avançar de forma significativa quando se trata de projeto, principalmente, na concepção de postos de trabalho, produtos e processos. Praticamente todos os projetos ergonômicos no Brasil são elaborados quando já estão evidentes os sintomas, como doenças ocupacionais, absenteísmo e a consequente queda na produtividade dos trabalhadores e da empresa.

A ideia é agir em vez de reagir, ou seja, é muito importante projetar na concepção em vez de para a correção. Desta forma, os riscos serão evitados antes mesmo de se originarem, impedindo doenças e acidentes ocupacionais, assim como gastos e prejuízos com adequações e paradas na produção. Outro ponto preocupante é a falta de profissionais preparados para a elaboração de projetos ergonômicos no país, assim como as lacunas na formação profissional da área. Hoje, tanto os currículos de Ergonomia, quanto o de outras profissões envolvidas direta ou indiretamente com o tema, pouco ou nada dedicam-se a isso.

Assim, para elaborar e implantar um projeto ergonômico, é preciso seguir uma metodologia que inclua diferentes etapas até que se alcance o resultado final, como a análise para identificação de necessidades e elaboração de briefing com as informações iniciais sobre o que se quer naquele posto de trabalho, produto ou processo; identificação de conceitos e premissas; elaboração de croquis e desenhos preliminares; estudos e análises dos aspectos antropométricos e biomecânicos; construção do mock-up para simulações reais com usuários/operadores; aprovação final do mock-up e construção de um protótipo funcional definitivo; implantação do projeto depois que tudo estiver de acordo do ponto de vista físico, psicológico e cognitivo, assim como do ponto de vista da produtividade almejada; orientação e treinamento dos usuários/operadores e seus líderes; acompanhamento do desempenho do posto de trabalho ou produto; manutenção preventiva.

Confira na tabela abaixo os detalhes de cada etapa para a criação de um projeto ergonômico:

Ref.: Revista Proteção, Saúde e Segurança do Trabalho (Digital): Ergonomia – Antecipando problemas. Por Martina Wartchow. Editora Proteção Publicações. Ed. 331, p. 46/53-55, Julho/2019.