11 4584-6693 | 11 9 9941-5866 | 11 9 9934-2054 ambiental@ambientalsegurancatrabalho.com.br

Para que seja representado a realidade das exposições no ambiente laboral e gerar melhorias, é importante ter instrumentos de qualidade e mão de obra capacitada.

Segundo a ACGIH (American Conference of Industrial Higienists), a Higiene Ocupacional é a ciência e a arte dedicada ao estudo e ao gerenciamento das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos. Isto porque somente após a identificação dos riscos a que os trabalhadores estão expostos é possível a tomada de decisões visando a sua eliminação ou mitigação. Isso tudo por meio de ações de antecipação, reconhecimento, avaliação e controle das condições e locais de trabalho, etapas previstas no PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), conforme a Norma Regulamentadora 9. Abaixo, encontra-se uma tabela com os tipos de riscos ambientais no trabalho:

A instrumentação se concentra principalmente na fase de avaliação dos riscos, mas também podem ser realizadas medições nas demais fases, como, por exemplo, para se atestar a eficiência de uma medida de controle implementada. Ou, até mesmo, para fins de elaboração de laudo de insalubridade.

Além do instrumento em si utilizado para fazer a avaliação ambiental, outros fatores precisam ser levados em consideração para um trabalho de qualidade, como a capacidade do profissional que executará a tarefa. A estratégia de amostragem traçada também é essencial para garantir que os resultados obtidos demonstrem a real situação do local de trabalho, permitindo a implantação de correções eficazes.

Desta forma, as empresas avaliem quantitativamente a exposição de seus colaboradores, verificando se ela está ou não dentro dos parâmetros aceitáveis, especialistas explicam ainda que a instrumentação em Higiene Ocupacional deve ter como papel principal, obter subsídios para a elaboração de projetos que excluam o agente agressor ou impeçam o seu contato com o colaborador, porém essa nem sempre é a realidade encontrada.

Ainda segundo especialistas, de um modo geral, a qualidade das avaliações ambientais no Brasil ainda deixa muito a desejar, principalmente pela falta de mão de obra capacitada para o trabalho, que começa no desenvolvimento de uma estratégia de amostragem. Também, tem faltado conhecimento para o profissional que efetua a compra do instrumento para a empresa ou que contrata uma empresa terceirizada para fazer as medições. Muitas vezes, esse profissional recebe muitas informações, de todas as direções, dificultando a avaliação de um conteúdo que escapa à sua especialização.

As empresas brasileiras investem cada vez menos na compra de instrumentos para avaliação ambiental, preferindo contratar consultorias para executarem as medições, porém alguns prestadores de serviços de Higiene Ocupacional tendem a comprar instrumentos que tenham somente os requisitos mínimos exigidos nas normas técnicas.

Outro ponto a destacar são os altos preços dos equipamentos de qualidade oferecidos no mercado brasileiro. Entre os equipamentos mais conhecidos, um bom dosímetro de ruído custa, em média, R$ 5 mil, uma bomba de amostragem individual (para coleta de ar contaminado) de última geração pode chegar a R$ 8 mil e um medidor de estresse térmico sai por volta de R$ 17 mil.

Apesar de toda dificuldade de custo, houve muita evolução dos instrumentos nos últimos anos. Antes os equipamentos eram pesados, cheios de cabos, hoje são mais leves e se conectam remotamente ao computador. Permitindo serem controlados e monitorados à distância, de forma que o responsável pela amostragem permaneça o máximo possível longe da área de risco.

Confira abaixo os principais instrumentos adotados pelas empresas atualmente:

A capacidade dos instrumentos em processarem informações por meio de softwares é incorporada por meio de diversos transdutores, como microfone e acelerômetro. Para um produto de excelência é necessário uma boa performance técnica. Por fim, é preciso que as empresas prestem mais atenção à performance do que às qualidades secundárias ou somente ao preço do equipamento.

Ref.: Revista Proteção, Saúde e Segurança do Trabalho (Digital): Instrumentação – Medir para remediar. Por Raira Cardoso. Editora Proteção Publicações. Ed. 326, p. 32-38, Fevereiro/2019.